SEO (Search Engine Optimization, conhecido em português como Otimização para Mecanismos de Busca) é um conjunto de técnicas e estratégias para sites ficarem melhor posicionados nas buscas
SEO (Search Engine Optimization) é o trabalho contínuo de tornar páginas e marcas mais fáceis de encontrar, entender e escolher nos mecanismos de busca. Na prática, reúne quatro frentes: conteúdo útil para uma intenção de busca; rastreamento e indexação; boa experiência de página; e reputação construída por referências, menções e confiança.
SEO não é pagar por cliques nem garantir a primeira posição. O objetivo é ampliar a visibilidade orgânica qualificada e transformar essa demanda em resultados de negócio.
Como começar:
- Confirme no Google Search Console se as páginas importantes podem ser rastreadas e indexadas.
- Escolha uma intenção de busca real e defina qual problema a página precisa resolver.
- Crie conteúdos que entreguem uma resposta clara, original e sustentada por experiência ou fontes confiáveis.
- Garanta boa navegação em dispositivos móveis, links internos úteis e desempenho adequado.
- Mensure impressões, cliques, conversões e impacto no negócio; melhore a página com base nesses dados.
Quanto tempo leva? Não existe prazo garantido. O resultado depende do ponto de partida, da concorrência, da qualidade da execução e da capacidade de o buscador descobrir e reprocessar as mudanças.
SEO é pago? O clique orgânico não é comprado do buscador, mas a estratégia exige investimento em pessoas, conteúdo, tecnologia, ferramentas e análise.
Entendendo SEO na prática
SEO é uma estratégia de aquisição de tráfego orgânico, e é responsável pelos resultados de busca orgânica, exclusivamente. Como falamos, não engloba anúncios e links patrocinados (tráfego pago). Ele tem o objetivo de gerar reconhecimento de marca, aumento de tráfego e conversões – podendo ser leads, compras diretas ou agendamentos.
O SEO, que tem a função de fazer páginas ficarem melhor posicionadas nos resultados dos mecanismos de pesquisa, se divide entre os seguintes pilares:
- SEO Técnico: otimiza a estrutura do site para ser rastreado e indexado pelos mecanismos de pesquisa;
- SEO On-Page: melhora o conteúdo da própria página, aprimorando o uso de palavras-chave, a estrutura de títulos, meta tags, imagens, escaneabilidade do texto, entre outros fatores;
- SEO Off-Page: responsável por conquistar backlinks e menções de outros sites, sendo o Data PR a estratégia mais recomendada e link building a técnica mais conhecida.
As estratégias de SEO mais conhecidas são:
- SEO para E-commerce: otimização focada em lojas virtuais;
- Topic Clusters: otimização focada em conteúdo dentro de blogs. Ideal para quem trabalha marketing de conteúdo;
- Data PR: otimização que combina dados e assessoria de imprensa para aumento de links externos e menções ao site;
- GEO (Generative Engine Optimization): otimização para mecanismos de IA; também conhecido como AEO, dentre outras siglas.
Para disputar visibilidade no ranking tradicional e nas experiências de busca com IA, o site precisa combinar conteúdo útil, acesso técnico, boa experiência e sinais de confiança. E-E-A-T ajuda a avaliar a qualidade e a confiabilidade do conteúdo, mas não é uma nota pública nem um fator de ranking isolado:
- Experience (Experiência): conteúdo escrito por alguém com experiência no assunto ou o e-commerce com experiência naquele tipo de produto;
- Especialidade (Expertise): domínio aprofundado naquele tema, demonstrando conhecimento técnico em um determinado nicho, ou vários;
- Authority (Autoridade): ser reconhecido como referência no assunto, com boa reputação na web e menções relevantes, como backlinks de sites confiáveis;
- Confiabilidade (Trustworthiness): transmitir segurança ao usuário por meio de elementos como design profissional, selos de proteção e informações claras sobre a empresa.
As melhores ferramentas de SEO são:
- Page Score: ferramenta de SEO gratuita desenvolvida pela Conversion que faz uma análise completa de suas páginas e de seus concorrentes;
- AI Traffic: outra ferramenta gratuita desenvolvida pela Conversion que exibe o tráfego que seu site recebe vindo de chatbots e plataformas de Inteligência Artificial;
- Google Search Console: ferramenta do Google que monitora o desempenho do site nas pesquisas, mostrando dados de cliques, impressões e indexação;
- Google Analytics 4: ferramenta para análise de dados e comportamento do usuário;
- Clarity: ferramenta para análise de experiência do usuário;
- Há outras ferramentas importantes como Semrush, Ahrefs, Similarweb e Screaming Frog.
Agora que você já tem uma visão geral, precisa ir desde os fundamentos, para entender como funciona um mecanismo de busca, até o mais avançado.
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Vamos juntos que neste post falamos tudo!
— Confira também nosso acompanhamento de Tendências de SEO —

O que não é SEO
Nos primeiros contatos com SEO, é muito comum que estudantes, empresários e profissionais de marketing confundam o que é e o que não faz parte do escopo de Search Engine Optimization.
Por isso é importante saber que:
SEO não é anúncio pago (PPC) / SEM (Search Engine Marketing): A publicidade paga, como, por exemplo, o Google Ads, não é SEO. Enquanto o SEO ajuda o Google a entender de uma melhor forma a relevância dos sites e foca em melhorar o ranking orgânico, os anúncios pagos são posições compradas nos resultados de pesquisa;
SEO não é mídia social: apesar da presença nas redes sociais contribuir indiretamente para o desempenho nos mecanismos de busca – como aumentar a visibilidade da marca e gerar tráfego; apenas ter perfis em plataformas como Facebook, Twitter ou Instagram não significa estar fazendo SEO. O SEO está relacionado com otimizações técnicas e de conteúdo do site para melhorar sua performance orgânica nos resultados de busca. Redes sociais podem aumentar a visibilidade dos conteúdos otimizados, mas não substituem uma estratégia de SEO bem estruturada.
SEO não é marketing de conteúdo: embora caminhem lado a lado, SEO e marketing de conteúdo não são a mesma coisa. O marketing de conteúdo busca atrair, engajar e convencer por meio de conteúdos relevantes para a audiência. Já o SEO é a disciplina que garante que esses conteúdos sejam encontrados nos mecanismos de busca, otimizando aspectos como palavra-chave, estrutura e performance da página.
SEO não é design de site: um site bem projetado é importante para a experiência do usuário, mas simplesmente ter um site visualmente atraente não é SEO. SEO envolve aspectos técnicos como a estrutura do site, tags de cabeçalho, meta tags, etc.
Poderíamos expandir ainda mais essa lista, mas acredito que os exemplos apresentados já tornam o conceito de SEO mais claro.
Qual a diferença entre SEO e SEM?
Uma empresa pode aparecer nos resultados do Google de duas formas: por anúncio (SEM — Search Engine Marketing) ou com a chamada otimização para mecanismos de busca, que torna o site mais relevante para o algoritmo do Google, do Bing e outros mecanismos de pesquisa.
A tabela a seguir resume as principais diferenças entre SEO e SEM, com foco nos impactos para os resultados do negócio:
| Característica | SEO (otimização orgânica) | SEM (marketing pago) |
|---|---|---|
| Custo | O investimento é em tempo, conhecimento e produção de conteúdo/tecnologia, não em cliques. | Custo direto por clique (PPC) ou por mil impressões (CPM). O orçamento pode escalar rapidamente. |
| Tempo para resultados | É uma estratégia de médio a longo prazo. Os resultados podem levar de 3 a 12 meses para se consolidarem. | Os resultados são quase imediatos. Os anúncios aparecem assim que a campanha é aprovada e ativada. |
| Credibilidade | Alta. Os usuários tendem a confiar mais nos resultados orgânicos, percebendo-os como mais autênticos e relevantes. | Menor. Os usuários reconhecem que são anúncios pagos, o que pode diminuir a percepção de credibilidade para alguns. |
| Duração do tráfego | O tráfego tende a ser sustentável e duradouro. Uma vez que uma página ranqueia bem, ela pode gerar tráfego por muito tempo. | O tráfego cessa assim que o investimento em anúncios é interrompido. |
Qual a diferença entre SEO e CEO?
Como você agora já sabe, SEO (Search Engine Optimization) é um conjunto de técnicas usadas para otimizar sites e melhorar seu posicionamento nos resultados de motores de busca, visando aumentar a visibilidade e atrair tráfego orgânico. CEO (Chief Executive Officer), por outro lado, refere-se ao principal executivo de uma empresa, responsável pela tomada de decisões estratégicas e pela liderança geral da organização. Enquanto o SEO foca em técnicas digitais para promoção online, o CEO é a posição de liderança máxima dentro de uma empresa, como Diego Ivo na Conversion, guiando a estratégia global da organização. Ou seja, Diego Ivo é tanto um especialista em SEO quanto CEO de uma empresa.
O que devo aprender para me tornar um especialista em SEO?
Para dominar as técnicas e táticas de SEO, você precisa aprender como os mecanismos de busca funcionam e quais são os principais fatores para ranquear as páginas de um site nas primeiras posições do Google para as palavras-chave mais importantes.
Vamos explorar passo a passo esses conceitos que todo profissional de SEO deve saber, seja para atuar em uma agência, prestar consultoria ou alavancar os resultados do marketing digital da sua empresa.
Como um mecanismo de busca funciona?
Ao otimizar um site, aplicamos melhorias que ajudam mecanismos de busca e pessoas a compreender, acessar e avaliar o conteúdo. As Diretrizes dos Avaliadores de Qualidade da Pesquisa do Google orientam avaliadores humanos a analisar a qualidade dos resultados. As notas desses avaliadores não alteram diretamente a posição de uma página, e o documento não deve ser interpretado como uma lista de fatores do algoritmo.
Para colocar essas melhorias em prática de forma eficaz e aprender como fazer SEO, é fundamental entender como um mecanismo de busca funciona. Esse funcionamento se apoia em três pilares principais: rastreamento (crawler), indexação (index) e ranqueamento (classificação).
A seguir, explicamos cada um deles em mais detalhes:
Crawler: como o Google encontra um site?
O crawler é o principal ajudante de um mecanismo de busca. É ele quem rastreia, todos os dias, bilhões e bilhões de páginas na internet, compreendendo e enviando essas informações para uma grande base de dados chamada index.
Os crawlers, ou robôs, navegam pela web baixando as páginas à medida que as visitam, seguindo seus links e, assim, descobrindo cada vez mais páginas. Além de percorrerem páginas pela primeira vez, eles também as revisitam com frequência, identificando atualizações ou quaisquer mudanças em seus conteúdos.
O crawler mais popular de todos é o Googlebot, o rastreador do Google. Por isso, utilizamos ele como referência para explicar o funcionamento geral dos Web Crawlers.
No mobile-first indexing, o Google usa principalmente o conteúdo acessado pelo crawler para smartphone para indexar e classificar páginas. Design responsivo é a configuração recomendada, mas não significa que exista uma “versão responsiva” sempre rastreada antes de outra.
A migração para mobile-first indexing começou em 2016, foi declarada concluída em 2023 e, desde julho de 2024, o Google usa o Googlebot Smartphone para rastrear sites na busca. Por isso, conteúdo, dados estruturados, imagens e metadados importantes devem estar disponíveis na experiência móvel.
Index: como o Google armazena as páginas?
O index, ou índice de busca, é a grande base de dados de um buscador.
À medida que o crawler descobre e rastreia páginas, ele envia essas informações ao índice do buscador. Quando uma página aparece nas páginas de resultados (SERPs, de Search Engine Results Pages), dizemos que ela foi indexada. A indexação permite que a URL seja considerada para exibição, mas não garante que ela aparecerá para toda consulta.
O index inclui todas as informações que o robô foi capaz de mapear e enviar a ele, o que torna o ranqueamento que acontecerá em seguida muito mais fácil. O index organiza as características das páginas para que, em seguida, o algoritmo possa classificá-las de acordo com suas diretrizes de qualidade.
Entre as informações armazenadas pelo index estão:
- Tipo de conteúdo: post de blog, artigo, notícia, imagem, vídeo, categoria de e-commerce, página de produto, etc;
- Palavras-chave: termos de pesquisa encontrados nesta página, campo semântico (termos relacionados) e pistas sobre o tema tratado ali;
- Frequência: indica com que regularidade uma página é atualizada e quando ocorreu a última atualização;
- Dados estruturados: marcadores incluídos manualmente em um código que só podem ser visualizados pelos robôs e contêm informações que os ajudam a compreender e a indexar as páginas de acordo com seus assuntos.
É claro que muitos outros pontos são mapeados e analisados pelo index, mas podemos listar estes como os principais.
Para fazer uma verificação rápida e aproximada de URLs que aparecem no Google, você pode usar o operador:
site:conversion.com.br
O operador site: não é exaustivo e a contagem exibida não representa o total confiável de páginas indexadas. Para confirmar o estado de uma URL ou acompanhar a cobertura do site, use a Inspeção de URL e o relatório de indexação do Google Search Console.
Classificação: como o Google interpreta e ranqueia as páginas de um site?
Após uma determinada página ser encontrada e armazenada no index, ela é avaliada pelo algoritmo, e a isso damos o nome de processo de classificação ou ranqueamento.
Para que ela possa ocupar uma posição na SERP e ser exibida aos usuários, seja ela na primeira ou na 20ª página de resultados, a página precisa ser qualificada conforme os fatores de ranqueamento.
Os fatores de ranqueamento são os critérios através dos quais os algoritmos avaliam uma página. E um algoritmo, como você deve saber, é uma fórmula, ou uma sequência de instruções, desenvolvida para executar cálculos ou tarefas.
O Google ajusta seu algoritmo todos os dias para garantir que suas classificações sejam cada vez melhores e ele seja capaz de cumprir sua missão: organizar toda a informação do mundo e entregar os resultados mais relevantes.
Mas, além dos fatores de ranqueamento, há hoje outro ponto de atenção muito importante quando falamos sobre classificação. Não basta que uma página esteja de acordo com todas as diretrizes de qualidade do Google — ela também precisa proporcionar uma boa experiência de usuário e responder à intenção de busca do seu público.
E-E-A-T: experiência, especialização, autoridade e confiança
E-E-A-T reúne Experience (experiência), Expertise (especialização), Authoritativeness (autoridade) e Trustworthiness (confiança). O conceito aparece nas Diretrizes dos Avaliadores de Qualidade do Google e ajuda a entender características de conteúdo útil e confiável.
E-E-A-T não funciona como uma nota pública nem como um fator de ranking isolado. Entre os quatro aspectos, o Google trata a confiança como central. Na prática, uma página demonstra E-E-A-T quando deixa claro quem escreveu e revisou, cita fontes adequadas, mostra experiência de primeira mão, explica métodos e limites, corrige erros e facilita o acesso a informações sobre a empresa, contato e políticas.
Esses quatro aspectos se traduzem em:
- A experiência do criador de conteúdo no tema abordado;
- A especialização do autor sobre o assunto;
- A autoridade do criador, do conteúdo e do site como um todo;
- A confiabilidade transmitida pelo criador, pelo conteúdo e pelo site.
Veremos, abaixo, o que cada um destes pilares significa na prática.
Experience (experiência)
Em 2022, o Google atualizou o conceito de E-A-T para E-E-A-T, incluindo o pilar da “experiência”. Essa mudança reforça a importância da vivência prática no tema abordado.
No contexto do E-E-A-T, experiência se refere à capacidade do autor ou do site de falar com propriedade “em primeira mão” sobre determinado assunto. Isso significa ter vivido, testado ou aplicado na prática aquilo que está sendo abordado no conteúdo.
O Google passou a valorizar cada vez mais conteúdos realmente úteis e menos textos genéricos criados por inteligência artificial ou por redatores que apenas pesquisam no próprio Google, sem oferecer informações originais ou insights reais.
A experiência pode se manifestar de diversas formas: desde um redator que domina um assunto técnico até alguém que compartilha uma análise detalhada de um produto testado. Avaliações baseadas em testes práticos são um bom exemplo: explique o que foi testado, apresente evidências e deixe claras as limitações da análise.
Expertise (especialidade)
Se o seu site está se propondo a falar sobre determinado assunto, é de grande importância para o Google que este assunto esteja sendo desenvolvido por um especialista nele. Essa é a maneira mais prática do buscador garantir que conteúdos de qualidade estejam sendo oferecidos aos seus usuários.
Isso porque as chances de um especialista em finanças falar com propriedade sobre finanças são muito maiores do que um profissional genérico fazê-lo com uma abordagem superficial sobre o assunto.
Esse princípio vale tanto para sites de conteúdo quanto para e-commerces. Em outras palavras, se o seu site está tratando sobre um determinado tema, certifique-se de que você seja o melhor a fazê-lo.
Para que a sua página demonstre expertise para o Google, recomendamos que ela tenha:
- Um nicho específico de atuação;
- Possua um posicionamento de marca bastante claro;
- Tenha uma palavra-chave que represente o seu nicho;
- No caso de e-commerces, que você ofereça o máximo possível de produtos dentro do seu ecossistema;
- Dê ao seu leitor o máximo possível de informações sobre um tema, principalmente quando se tratar de conteúdos sensíveis (YMYL);
- Desenvolva conteúdos omnichannel (ajude na decisão de compra).
Authority (autoridade)
A autoridade já é um assunto amplamente discutido no mercado de SEO desde os seus primórdios, mas sua importância segue crescendo cada vez mais. Em E-E-A-T, autoridade refere-se tanto à autoridade de domínio quanto à reputação do seu conteúdo e/ou da sua marca.
Construir autoridade envolve reputação observável: conteúdo reconhecido por especialistas e pelo público, menções editoriais, referências relevantes, procura pela marca e links conquistados de fontes confiáveis. Sistemas de análise de links continuam fazendo parte da busca, mas autoridade não deve ser reduzida a backlinks nem a uma métrica de domínio criada por ferramentas de terceiros.
Para trabalhar a autoridade do seu site, busque investir em:
- Conteúdos escritos por especialistas;
- Menções à sua marca em veículos de imprensa (assessoria);
- Backlinks de veículos de imprensa e outros sites de grande autoridade, inclusive do mesmo nicho que o seu;
- Posicionamento de marca reconhecido por terceiros (reputação);
- Depoimentos de autoridades e influenciadores;
- Backlinks para páginas e âncoras institucionais;
- Buscas pela marca;
- Share of Search.
Trustworthiness (Confiabilidade)
Por fim, o pilar de trustworthiness refere-se à confiabilidade do seu site. Ou seja, a confiança que ele transmite ao seu usuário em amplo espectro.
Essa confiança é medida por meio de elementos navegacionais com os quais o usuário pode se deparar a todo momento. Além de possuir um conteúdo reconhecidamente bom, há diversos elementos, técnicos ou não, que podem transformar o seu site em um ambiente confiável aos seus visitantes.
Para checá-los, a Conversion desenvolveu o checklist abaixo. Na coluna esquerda, os pontos de atenção que devem transmitir confiança aos usuários. Na coluna da direita, como avaliá-los detalhadamente e como melhorá-los caso não estejam bons o suficiente.
| Ponto | Como avaliar |
|---|---|
| Nicho de Mercado | Tem declarada/implícita a sua especialidade? |
| Posicionamento | Seu nicho está declarado na home/comunicação? |
| Endereço físico | Apresenta em local visível? |
| Quem somos | Tem página institucional |
| LGPD | Apresenta popup de aceite de cookies (LGPD) e possui página de política de privacidade? |
| HTTPS | Certificado de Segurança |
| Selos de Segurança | ebit, Google e outros certificados |
| Design profissional | O design é profissional? A identidade visual é adequada ao público? A página é responsiva e funciona em diversos dispositivos? |
| Qualidade de Imagens | Imagens têm boa qualidade e não ficam pixeladas? |
| Depoimentos de clientes | A página inicial e as principais páginas trazem reviews de clientes? |
| Reviews de Produto | Caso aplicável, os produtos têm reviews de clientes? |
| SERP (Search Engine Results Page) | Ao pesquisar por “nome da marca + é confiável” os resultados são positivos? |
| ReclameAqui | As avaliações em geral são positivas no ReclameAqui? |
| Redes Sociais | Percepção positiva nas redes sociais e comentários sempre respondidos? |
É claro que todos os pontos acima são de suma importância se você quer compreender mais sobre o universo do SEO e levar o seu site à primeira posição do Google, mas há um conhecimento anterior a todos eles que não deve ser menosprezado: antes de qualquer outra coisa, você deve saber quem é sua audiência, o que ela quer encontrar, e como ela deseja fazer isso.
Uma forma prática e estratégica de realizar esse mapeamento é elaborando um Business Model Canvas (ou Quadro de Modelo de Negócios). Com ele, você consegue definir seu público-alvo, quais são suas dores, como sua proposta de valor se conecta às necessidades reais das pessoas e quais canais de comunicação fazem mais sentido.
Essas definições estratégicas devem ser consideradas o marco-zero de qualquer projeto que busca obter sucesso no marketing digital – e, por extensão, através do trabalho de SEO e visibilidade orgânica.
Mapeamento de Tópicos para SEO
Uma vez que você tem clareza sobre o seu produto, o perfil da audiência e suas principais dores, o próximo passo é estruturar o conteúdo do site em torno de tópicos bem definidos.
No caso da Conversion, por exemplo, para nos consolidarmos como uma autoridade em SEO foi necessário desenvolver todo um ecossistema de conteúdos abordando os principais pilares da disciplina.
Assim, além deste texto ser um guia completo, criamos também páginas adjacentes com explicações sobre SEO on-page, SEO off-page, SEO técnico, entre outros, bem como seus respectivos subtópicos.
O resultado é uma rede semântica consistente que atende às diversas intenções do usuário ao longo da jornada e, ao mesmo tempo, indica ao Google que o domínio cobre o tema com profundidade e autoridade.
Pesquisa de palavra-chave
A pesquisa de palavra-chave é a etapa de analisar as consultas que os usuários fazem dentro dos mecanismos de busca.
Se você deseja atingir boas posições nos buscadores, é preciso otimizar suas páginas para as palavras-chave relacionadas a determinado assunto. É através deste conjunto de termos que o usuário vai encontrar o seu conteúdo.
Muitas vezes, a forma como nós queremos que nossas páginas sejam mostradas nos resultados de pesquisa é significativamente diferente daquela com que o nosso público busca por essa solução.
A partir deste ponto de vista, a pesquisa de palavra-chave também é um instrumento de compreensão mais profunda sobre o próprio público-alvo de um negócio. Ao cruzar esses dados com o volume de busca das suas principais keywords, essa se torna uma arma ainda mais poderosa.
Imagine, por exemplo, que um profissional cuide do SEO de um e-commerce que vende eletrodomésticos e o carro-chefe das vendas seja a máquina de lavar roupa Brastemp.
Enquanto internamente este produto é chamado de [lavadora de roupas Brastemp], popularmente ele é conhecido como [máquina de lavar Brastemp].
Dito isso, é muito provável que na hora de otimizar as páginas deste produto, caso uma boa pesquisa de palavras-chave não tenha sido feita antes, o termo principal escolhido seja [lavadora de roupas Brastemp]. O volume de busca para [máquina de lavar Brastemp], no entanto, é muito maior.
Ao pular uma importante etapa no desenvolvimento da sua estratégia de SEO, esse profissional está perdendo a oportunidade de realmente aparecer nos resultados do seu público mais qualificado.
No exemplo acima, isso teria acontecido porque o profissional não consideraria todas as principais possibilidades de como os usuários podem se referir àquele eletrodoméstico, tornando o conteúdo menos abrangente e otimizado.
Categorias de Palavras-chave
As palavras-chave se dividem em três grupos:
- head tail (alto volume e alta concorrência; termos genéricos)
- middle tail (médio volume e alta concorrência; geralmente composta por duas ou três palavras)
- long tail (baixo volume e baixa concorrência; intenção mais assertiva e específica).
Apesar de cada um destes grupos ter suas próprias vantagens, é importante que a sua pesquisa contemple uma boa quantidade de cada um deles.
Além disso, as palavras-chave também podem ser divididas pelo tipo de busca:
- Informacional: aquela que busca, pura e simplesmente, por uma informação. Ex.: [Quem é David Lynch?]
- Navegacional: aquela em que o usuário está procurando por um site específico, ou uma página específica dentro de um site, mas por algum motivo prefere acessá-la através do Google ao invés de digitar seu endereço no navegador. Ex.: [Magazine Luiza]
- Comercial: aquela em que o usuário já tem a intenção de adquirir determinado produto, mas provavelmente ainda não sabe onde comprá-lo ou gostaria, ainda, de fazer alguma investigação prévia. Ex.: [Qual o melhor tênis para correr?]
- Transacional: aquela que indica uma intenção de busca mais assertiva por parte do usuário. Ex.: [Comprar iPhone 13 128 gb]
Uma vez que cada grupo de palavra-chave possui características próprias e cada tipo de busca também, estes são pontos de atenção que não devem ser deixados de lado quando você estiver estipulando os objetivos da sua estratégia.
Por exemplo: se o meu negócio é um e-commerce e possui buscas majoritariamente comerciais e/ou transacionais, é provável que as palavras-chave long tail (ou cauda longa) sejam as mais lucrativas para mim, uma vez que possuem menor volume de busca mas são mais específicas, ou seja, são feitas por usuários que têm intenções de compra mais firmes.
Vamos, agora, à parte prática deste tema.
Como fazer uma boa pesquisa de palavra-chave?
Para definir a sua pesquisa de palavras-chave, você deve começar listando os principais termos do seu negócio de modo mais generalizado.
Após uma lista mais ou menos razoável, você deve inserir cada um destes termos em uma ferramenta de otimização, planejamento e pesquisa de palavras-chave. Essas ferramentas apresentarão a você termos relacionados, palavras também buscadas por quem pesquisa pelos termos que você mencionou e outras sugestões valiosas, como, por exemplo, palavras-chave semelhantes com maior volume de busca.
Para escolher as melhores palavras-chave para o seu negócio, você pode avaliar os seguintes critérios:
- CTR por posição: traga keywords que estão da segunda página em diante para a primeira;
- Estimativa de tráfego: se cada palavra possui um CTR médio, é possível fazer uma estimativa de tráfego para cada uma delas em determinadas posições. Trabalhe com palavras que possuem maior estimativa;
- Defina a sua página principal: antes de escolher um termo, eleja uma página de destino principal;
- Escolha palavras estratégicas para o seu negócio: é claro que volume de busca e outros aspectos técnicos são importantes, mas a sua lista de palavras-chave também deve contemplar palavras estratégicas para o seu negócio e que estejam alinhadas com os seus objetivos corporativos.
Segue abaixo uma lista das ferramentas mais populares do mercado para auxiliá-lo em sua pesquisa de palavras-chave:
- Google Keyword Planner (Ferramenta de palavras-chave do Google);
- Google Search Console;
- Keyword Tool;
- Semrush;
- Ahrefs;
- Answer The Public;
- Ubersuggest;
- Contador de Palavras;
- Google Trends.
Explicado esse ponto tão fundamental, vamos ao próximo tópico do nosso guia!
Para saber mais sobre palavras-chave, confira aqui o nosso conteúdo sobre o tema.
SEO On-Page
SEO On-Pageé o fundamento do SEO que contempla todas as otimizações que você pode fazer dentro de uma página.
Ao contrário do SEO Técnico, cujas otimizações impactam o site inteiro, o SEO On-Page trata de tudo o que é possível melhorar em termos de conteúdo, experiência do usuário e linkagem interna para que uma página alcance melhores posições em um mecanismo de busca.
Para começar a falar sobre SEO On-Page, vamos tratar do mais elementar aspecto de uma página: o seu título.
Title
O título de uma página, ou sua tag <title>, é defendido por muitos profissionais de SEO como o seu elemento mais importante. Assim como a parte mais importante de um texto é o seu título, uma vez que é ele quem vai determinar se o leitor continuará ou não a sua leitura, o título de uma página é o fator de maior atenção quando falamos de resultados de pesquisa.

Isso acontece porque ela não estará visível somente no topo do seu navegador, mas também no seu snippet do Google.
O snippet funciona como um cartão de visitas na página de resultados: título e descrição ajudam o usuário a decidir se aquele resultado responde à busca. Por isso, trabalhe clareza, correspondência com o conteúdo e proposta de valor. O CTR pode ajudar a diagnosticar se essa apresentação está alinhada à intenção de busca, mas não deve ser tratado como prova de causalidade nem como fator de ranqueamento confirmado.
Para desenvolver um bom título, descreva a página com clareza, evite repetição e mantenha os termos mais importantes em posição de destaque quando isso soar natural. O Google pode gerar o title link a partir de diferentes fontes da página.
Não existe um limite fixo de 50 a 60 caracteres publicado pelo Google. Essa faixa pode ser usada como referência operacional, porque a exibição varia conforme a largura disponível, o dispositivo e a consulta.
Dentro da sua página, o seu título é definido pela tag <title>, que fica dentro da seção <head> do HTML.
Para saber mais sobre a tag title, acesse nosso conteúdo sobre o assunto.
Meta description
Após o seu título, a sua meta description é o segundo elemento mais importante dentro do seu snippet. Mas, diferentemente do título, essa tag não tem visibilidade dentro da página, somente nos resultados de busca.
Meta description é a pequena descrição de poucas linhas que fica logo abaixo da URL em exibição no seu snippet.
Se o seu título possui o maior poder de atração por ser o elemento em maior evidência, a meta description é o seu complemento. Nela cabem todas as informações relevantes que não couberam no título.
Todas as dicas práticas para construir um bom título também podem se aplicar ao desenvolvimento de uma boa descrição: seja claro, direto, exponha o seu conteúdo ou produto da maneira mais assertiva possível em poucas palavras. Leve em consideração, principalmente, a visualização mobile deste snippet.
Não existe um limite fixo de 155 caracteres publicado pelo Google, como se fala em muitos lugares. Use esse número apenas como referência operacional: o snippet é truncado conforme o espaço disponível e pode ser gerado a partir do conteúdo da página.
Para complementar ainda mais o seu snippet, você pode incluir uma thumb, uma pequena imagem que pode dar um grande destaque visual ao seu resultado.
Conteúdo
Agora que as otimizações mais básicas já foram explicadas, vamos ao carro-chefe quando falamos em otimizações On-Page: o conteúdo.
Se você tem alguma familiaridade com o mercado de SEO, já deve ter ouvido a máxima de que conteúdo é rei. E, apesar de esta ser uma frase muito antiga na comunidade, ela continua mais valiosa do que nunca.
Além de estar amplamente conectado com a própria experiência do usuário, o seu conteúdo é tudo o que você, de fato, entrega para o seu usuário: seja o seu site um e-commerce ou um site informacional, ter conteúdo de qualidade deve ser o seu maior objetivo porque é ele quem determina o seu sucesso ou insucesso (e porque entregar conteúdo de qualidade é o maior objetivo do Google).
Como desenvolver um conteúdo de qualidade?
Um bom conteúdo, em primeiro lugar, é aquele desenvolvido especialmente para a sua audiência, levando em conta suas dores e dúvidas. Em outras palavras, o seu conteúdo deve corresponder à intenção de busca do seu usuário.
Isso significa que, além de dar a ele as respostas que ele procura, esse conteúdo também deve inspirá-lo. Se você tem um e-commerce, ele deve despertar seu desejo de dar o próximo passo em sua jornada de consumo.
Para saber qual é essa intenção, além de investir em uma boa pesquisa de palavras-chave, como falamos acima, você também pode dialogar com o seu cliente através de outros canais, como redes sociais, newsletters, pesquisas de mercado e a própria SERP (como explicamos aqui).
Outros aspectos do seu conteúdo que devem ser analisados são:
- Escaneabilidade: é importante que o seu usuário consiga fazer uma leitura dinâmica do seu texto antes de, de fato, lê-lo. Essa primeira “passada de olho” deve dar a ele alguma noção razoável sobre o assunto tratado. O nome disso é escaneabilidade;
- Blocos de conteúdo: se o seu conteúdo for um longo artigo, é importante que cada bloco de texto, ou subtítulo, seja compreensível individualmente, ou seja, tenha uma unidade independente;
- Hierarquia de informações (método pirâmide invertida): quando escrevemos para a web, precisamos ter em mente que a busca por informações é fruto de um desejo imediato, ou seja, ninguém quer ser “enrolado” na hora de consumir um conteúdo. Portanto, priorize incluir as informações mais importantes logo no início e as menos importantes mais para o final. Isso ajuda o usuário a encontrar o que procura com mais rapidez;
- Mobile-first: lembre-se de que produzir conteúdo para a web é produzir conteúdo para ser consumido pelo celular. Para que o seu conteúdo se adeque às telas pequenas, escreva parágrafos curtos, diretos e evite aglomerados de texto muito longos que dificultem a leitura;
- Omnichannel: se o seu site é um e-commerce que também possui loja física, certifique-se de que o seu conteúdo digital complementa a experiência material do seu consumidor. Um bom exemplo é desenvolver um conteúdo que representa informações que, em uma compra física, seriam extraídas dos vendedores.
Vale usar o ChatGPT, Gemini e outras IAs para produção de conteúdo?
Ferramentas de IA podem apoiar pesquisa, organização, análise e revisão, mas a qualidade final continua dependendo de precisão, utilidade, originalidade e responsabilidade editorial. O ChatGPT pode funcionar como assistente, desde que fatos sejam verificados e que o conteúdo entregue valor real. O problema não é a ferramenta usada: produzir páginas em escala para manipular rankings, sem utilidade para o leitor, pode configurar abuso.
Indicadores de conteúdo
Mas, afinal, como saber se o meu conteúdo agrada o meu usuário?
A resposta para isso não está em ser capaz de ler a mente de quem consome o seu conteúdo, mas em métricas que podem indicar o sucesso do seu conteúdo de SEO. As mais eficientes são:
- Sessões;
- Novos usuários x Usuários recorrentes;
- Tempo médio na página;
- Compartilhamento;
- Retenção (Dwell Time).
Sobre esse último indicador, vamos dedicar uma seção especial.
Análise de retenção
Retenção, tempo na página e profundidade de scroll ajudam a diagnosticar utilidade e envolvimento, mas devem ser interpretados conforme o tipo e o objetivo da página. Essas métricas não são fatores de ranking confirmados.
Para melhorar essa métrica, não basta publicar conteúdo: é preciso garantir que ele seja envolvente.
Criamos uma ferramenta gratuita para ajudar (Retention Analysis Tool):
- Divida o conteúdo em blocos e nomeie-os na coluna “Content Block” da planilha;
- Insira os percentuais de scroll na coluna “Retention” (dados obtidos via Hotjar, Clarity etc.);
- Analise as colunas “Relative Retention” e “Relative Bounce Rate” para identificar pontos de queda;
- Elabore hipóteses sobre os motivos e registre possíveis melhorias.
Heading tags
Quando desenvolvemos um conteúdo e escolhemos de que maneira as informações serão dispostas de acordo com sua importância, chamamos isso de hierarquia. Em matéria de conteúdo textual, ela é compreendida pelo seu usuário a partir de uma perspectiva humana.
Mas como dizer ao Google qual é a hierarquia das suas informações, uma vez que ele não é capaz de compreender o seu conteúdo como uma pessoa?
Para isso, utilizamos as heading tags, as tags de apoio que hierarquizam as informações de um conteúdo da mais importante a menos importante através de marcações de código.
A primeira e mais importante heading tag é o H1, ou título principal do seu conteúdo ou página. A partir disso, as tags são inseridas uma dentro da outra.
Deste modo, contido no H1, teremos o H2: uma informação que, hierarquicamente, está abaixo da primeira heading tag. O H2 também é conhecido como subtítulo.
Contido no H2 temos o H3, e, contido no H3 temos o H4, e assim por diante.

A hierarquia de headings ajuda pessoas a escanear o conteúdo, tecnologias assistivas a navegar pela página e mecanismos de busca a compreender a organização dos tópicos.
Para saber mais sobre heading tags, confira nosso conteúdo sobre o tema.
SEO para Imagens
Para detalhes técnicos e exemplos, consulte a documentação do Google sobre imagens.
- Nome do arquivo: use um nome curto e descritivo, relacionado ao conteúdo real da imagem.
- Texto alternativo: descreva imagens informativas de forma objetiva. Em imagens decorativas, use alt vazio. Evite repetir palavras-chave sem necessidade.
- Dimensões: publique no tamanho adequado ao espaço renderizado e informe width e height para reduzir mudanças de layout.
- Formato: escolha conforme o conteúdo. AVIF ou WebP costumam funcionar bem para fotografias e artes; JPEG e PNG continuam válidos; SVG é apropriado para vetores quando seguro.
- Compressão: reduza o arquivo sem comprometer a leitura. O limite depende da resolução, da complexidade e da importância visual — não há um teto universal de 100 KB.
- Responsividade: ofereça variantes adequadas às diferentes telas quando possível.
- Carregamento: use lazy loading fora da dobra, mas não atrase a imagem responsável pelo LCP.
- Contexto e originalidade: posicione a imagem perto do texto relacionado e prefira recursos que realmente acrescentem informação.
SEO para imagens faz parte do SEO On-Page e ajuda pessoas e mecanismos de busca a compreender o conteúdo visual. Não existe um único formato, peso ou proporção ideal para todos os casos; a decisão depende da finalidade e do componente.
URLs Amigáveis
Agora que já passamos por quase todos os aspectos de uma página, chegou a hora de cuidar do endereço desta página: a sua URL.
As URLs são tão importantes para o Googlebot quanto para o usuário, uma vez que elas também direcionam a mente do seu visitante de acordo com os seus elementos. As URLs são uma unidade básica e cada uma das bilhões de páginas que existem na web possuem uma URL diferente.
Toda URL deve representar um único conteúdo e todo conteúdo único deve ser acessado por uma única URL. Veja, abaixo, todos os elementos que compõem uma URL em sua anatomia:

Mesmo em uma análise superficial, a estrutura dessa URL sugere uma página de produto, provavelmente dentro de um e-commerce.
O primeiro elemento é o protocolo. Em páginas públicas, prefira HTTPS com TLS, que protege os dados em trânsito e evita alertas de segurança no navegador.
Uma URL amigável deve ser legível, estável e tão curta quanto o contexto permitir. URLs excessivamente complexas dificultam a compreensão e o compartilhamento.
Veja, abaixo, dois exemplos de URLs cuja extensão possui parâmetros, ou filtros, e não transmitem muita segurança ao usuário:
https://loja.dominio.com.br/categoria/?filtro=preco-mais-baixo
https://www.meublog.com.br/blog.php?post=343434De modo geral, prefira uma URL enxuta e estável. Em sites transacionais, uma hierarquia como protocolo > domínio > categoria > produto pode ajudar pessoas e mecanismos de busca a compreender a estrutura.
Linkagem interna
A sua página está pronta agora, certo? Então chegou a hora de “enturmá-la” com as outras páginas do seu site através de uma boa rede de linkagem interna!
Os links internos, ao contrário dos links externos, são hiperlinks que apontam de uma página a outra dentro de um mesmo domínio, compondo uma rede de linkagem que se limita a um mesmo site.
Existem dois tipos de links internos: os links estruturais, que fazem parte da própria arquitetura navegacional do site, e os links de conteúdo, inseridos em conteúdos textuais ou artigos de blog, por exemplo, que apontam de um conteúdo para outro.
Entre as muitas funções dos links internos, podemos citar a transmissão de autoridade como a mais importante delas. Apesar da autoridade de uma página também poder ser transmitida a outra através de linkagem interna, há um senso comum de que isso só acontece através de backlinks externos.
De acordo com os dados do maior estudo sobre SEO para e-commerce desenvolvido aqui na Conversion, no entanto, há uma correlação muito significativa entre o bom ranqueamento de páginas e seus links internos.
Imagine um artigo consolidado apontando para uma página nova e relevante. Esse link interno ajuda pessoas e mecanismos de busca a descobrir a relação entre os conteúdos e distribui contexto e sinais de link. Page Authority é uma métrica de ferramentas de terceiros, não uma pontuação usada pelo Google.
Cada link interno funciona como uma conexão contextual entre páginas. Em blogs, ele pode mostrar que um conteúdo complementa outro, facilitar a descoberta e melhorar a navegação do usuário.
Além de transmitir autoridade de uma página a outra, outras funções da linkagem interna são:
- Auxiliar o crawler: através dos links os robôs circulam com mais facilidade e rapidez por todas as páginas de um site;
- Arquitetura da informação: a arquitetura de um site pressupõe que as páginas se conectem a partir de uma base, geralmente a página inicial, e se desmembrem em páginas-filhas. Isso acontece por meio dos links internos estruturais;
- Experiência do usuário: reter um usuário significa atraí-lo por meio de uma boa experiência de navegação. Para percorrer o site, ele precisa de caminhos claros entre páginas relacionadas, construídos com links internos.
SEO Off-Page: a reputação do seu site na web
Assim como o SEO On-Page se refere a tudo o que acontece dentro da sua página, o SEO Off-Page refere-se a tudo o que acontece fora dela.
Em poucas palavras, o SEO Off-Page é o pilar de SEO voltado à influência das páginas e a referência de outros sites com relação a elas. Isto é, a sua reputação na web.
E, como você já deve ter compreendido, a maneira pela qual o Google entende que o seu site possui boa reputação e é bem avaliado por outros sites é através de backlinks, portanto o SEO Off-Page também está intimamente conectado a ações de link building.
Tamanha é a importância do trabalho de link building que, com o passar do tempo, ele não pode deixar de estar ligado aos próprios objetivos de posicionamento de marca de um negócio, uma vez que compõe uma rede de links que mencionam uma marca em centenas de sites. Em SEO, é importante que tenhamos sempre em mente que todos os aspectos de um site andam juntos, inclusive aqueles que a princípio cremos não estarem relacionados a SEO.
Quando analisamos SEO Off-Page, métricas de terceiros como Domain Authority, Domain Rating e Page Authority podem ajudar a comparar perfis de links. Elas não são métricas do Google nem substituem a análise de relevância, qualidade e contexto dos backlinks, mas certamente são muito úteis.
No próximo tópico, falaremos sobre link building e sobre como essa disciplina pode englobar aspectos tão amplos de uma marca.
Link Building: o que são links de qualidade e pra que eles servem?
Link building é o nome que damos ao trabalho de construção de backlinks dentro de uma estratégia de SEO.
Esse trabalho é fundamental porque o Google dá extremo valor aos links que um domínio recebe e os utiliza como importante critério para sua classificação.
Mas será que o Google valoriza qualquer link? Você já deve imaginar, mas resposta é não. Para que os seus links sirvam como impulsionadores para o desempenho do seu site é preciso que eles sejam bons links, e um bom link deve obedecer a alguns parâmetros de qualidade. São eles:
- Devem vir de uma fonte relevante, confiável e editorialmente adequada;
- Devem estar inseridos dentro de um contexto relacionado ao tema da página linkada (mesmo campo semântico);
- Devem ser úteis aos leitores;
- Devem ser naturais (publicados de maneira orgânica);
- Devem ser diversos (vir de diferentes domínios).
E como a máxima de que muito custa o que muito vale também se aplica ao SEO, construir uma boa rede de backlinks não é tarefa fácil — e torna-se cada vez mais difícil. Falaremos com mais detalhes sobre isso adiante.
O fim do Guest Post e a ascensão da assessoria de imprensa
Contribuições editoriais legítimas podem ser úteis quando acrescentam conhecimento ao público da publicação. O problema surge quando guest posts são produzidos em escala principalmente para inserir links manipulativos; nesses casos, os links podem ser ignorados ou resultar em ações contra spam.
Outras táticas, como compra e troca de links, também passaram a ser vistas como manipulação de algoritmo e foram abandonadas.
Em 2014, a Conversion inovou ao criar o Link Building 4.0: a união entre link building e assessoria de imprensa. A estratégia foca em conquistar links orgânicos, úteis ao usuário, publicados em sites de alta autoridade por meio da distribuição de pautas jornalísticas.
Esse modelo se mostrou um avanço para o SEO, mas hoje, com a velocidade na produção e consumo de conteúdo, percebemos que o futuro está na geração e uso de dados relevantes.
Data PR: o futuro do link building está nos dados
O conceito de Data PR surgiu como uma evolução do Link Building 4.0. Ele une as áreas de Relações Públicas e Business Intelligence para criar pautas com base em dados, pesquisas e estudos próprios.
Ao invés de esperar que a imprensa procure o cliente como fonte, como faz a assessoria tradicional, o Data PR cria a pauta a partir de dados gerados pela própria marca e oferece esse conteúdo com exclusividade aos veículos, posicionando o cliente como fonte principal.
Acreditamos que o futuro do link building está na divulgação de dados relevantes como estatísticas, pesquisas e índices de mercado. Embora o link building já tenha sido um dos pontos mais frágeis do SEO, hoje ele é ainda mais forte e estratégico.
Data PR pode ser uma prática legítima de relações públicas digitais quando produz dados úteis e divulgação editorial relevante. Isso não representa aprovação automática do Google nem garante links ou posições.
SEO Técnico: a tecnologia como base de tudo
Se você está lendo esse conteúdo, é porque em algum momento da sua vida se interessou por SEO. E embora muitos profissionais de SEO sejam profissionais de tecnologia, pode ser que você não seja um deles, porque muitos não são.
Não ser um profundo conhecedor de desenvolvimento web não impede ninguém de se tornar um bom analista de SEO, mas é importante que alguns conceitos básicos façam parte da sua formação profissional para que você possa olhar com mais assertividade para algumas otimizações, conhecendo suas bases e fundamentos. E o mais elementar destes fundamentos compreender o que é um site e como ele funciona.
Ao longo deste tópico de SEO Técnico, vamos falar sobre alguns elementos mais ligados à tecnologia em SEO e de alguns conceitos que devem estar na sua mente quando você precisar desenvolver uma estratégia de SEO.
Mas, antes, precisamos deixar claro que o objetivo do trabalho de SEO Técnico é garantir a indexabilidade de um site, ou seja, torná-lo tão bom para o Google quanto ele deve ser para o seu usuário. É essa indexabilidade que viabiliza todo o trabalho de otimização, uma vez que longe dos olhos de um buscador, nenhuma melhoria dentro de um site pode surtir efeito.
Vamos, agora, conceitos sobre os quais falamos algumas linhas acima.
Como um site funciona?
Comecemos pelo começo: um site é um conjunto de páginas e informações dentro da web que possuem um endereço e podem ser acessados através de um navegador. Isso provavelmente você já sabe, mas você sabe como este navegador é capaz de exibir as informações que estão dentro de um site?
Para publicar um site em um domínio próprio, você registra o nome e configura os serviços que responderão por ele. O domínio pode ser associado a endereços IP — por exemplo, 192.0.2.1, reservado para documentação — ou a outros registros de infraestrutura. O domínio é a forma legível usada pelas pessoas; o endereço orienta a comunicação na rede.
O DNS (Sistema de Nomes de Domínio) resolve nomes legíveis, como exemplo.com.br, para os endereços e serviços necessários à conexão.
Com o endereço configurado, o site ainda precisa de páginas e conteúdo. Um CMS, como o WordPress, é uma opção para gerenciá-los; também é possível usar frameworks, plataformas hospedadas ou desenvolvimento sob medida.
Para que o seu site possa ser exibido ao seu visitante quando este digitar o seu endereço no navegador ou encontrá-lo através de um mecanismo de busca, é preciso que algumas etapas de um processo muito rápido aconteçam em sequência. São elas:
- O seu usuário solicita o seu domínio, via direta ou através do Google;
- O navegador utilizado por ele utiliza o DNS para transformar o domínio em um endereço IP e faz uma solicitação;
- O servidor envia as informações ao navegador, tais como o código que representa toda a estrutura deste site, interna e externa;
- O navegador organiza essas informações e cria um DOM (Document Object Model), que nada mais é que o documento que contempla o código fonte de um site;
- O navegador renderiza o código e o site é exibido.
Como o Google compreende um site? Dados estruturados e suas funções
Agora que você já sabe como um site funciona, deve compreender, ainda que superficialmente, através de que meios um buscador compreende um website e identifica as suas informações de maneira “humana”.
O Google compreende um site através de vários fatores, sendo os principais: a estrutura semântica do conteúdo, o uso de linguagem clara, a hierarquia de headings, e os dados estruturados das páginas.
Os dados estruturados são um esquema de marcações que permitem que um site seja rotulado de acordo com uma série de classificações às quais ele faz parte. Esses dados oferecem aos crawlers uma compreensão mais assertiva sobre os elementos que aquele site apresenta e quais são os seus tipos. Esses dados são chamados de estruturados porque, de fato, promovem uma estrutura organizada de marcações ao seu conteúdo.
<!-- A list of the issues for a single volume of a given periodical. -->
<div itemscope itemtype="https://schema.org/Periodical">
<h1 itemprop="name">The Lancet</h1>
<p>Volume 376, July 2010-December 2010</p>
<p>Published by <span itemprop="publisher">Elsevier</span>
<ul>
<li>ISSN <span itemprop="issn">0140-6736</span></li>
</ul>
<h3>Issues:</h3>
<div itemprop="hasPart" itemscope itemtype="https://schema.org/PublicationVolume" itemid="#vol376">
<meta itemprop="volumeNumber" content="376">
<ul>
<li itemprop="hasPart" itemscope itemtype="https://schema.org/PublicationIssue" itemid="#iss9734">No.
<span itemprop="issueNumber">9734</span>
<time datetime="2010-07-03" itemprop="datePublished">Jul 3, 2010</time>
p <span itemprop="pageStart">1</span>-<span itemprop="pageEnd">68</span>
</li>
<li itemprop="hasPart" itemscope itemtype="https://schema.org/PublicationIssue" itemid="#iss9735">No.
<span itemprop="issueNumber">9735</span>
<time datetime="2010-07-03" itemprop="datePublished">Jul 10, 2010</time>
p <span itemprop="pageStart">69</span>-<span itemprop="pageEnd">140</span>
</li>
</ul>
</div>
</div>Essas marcações costumam ser implementadas em JSON-LD. Existem tipos e propriedades documentados no Schema.org, enquanto o Google mantém uma lista própria de recursos e políticas compatíveis. Use apenas marcações que representem conteúdo visível e verdadeiro na página.
Além de fornecer pistas explícitas sobre o conteúdo, dados estruturados compatíveis podem tornar uma página elegível a determinados resultados avançados. A marcação correta não garante que o recurso será exibido.
Entre os recursos documentados pelo Google estão, conforme o tipo de conteúdo e as políticas aplicáveis:
- Receitas;
- Vídeos;
- Carrosséis de notícias;
- Avaliações e outros recursos presentes na galeria oficial.
Featured snippets, sitelinks e painéis do Knowledge Graph não devem ser prometidos como resultado direto da implementação de Schema.
A importância
Dados estruturados compatíveis podem tornar uma página elegível a rich results e fornecer pistas explícitas para desambiguação semântica. Eles não garantem exibição nem interpretação específica.
Mecanismos como o Google e modelos de linguagem generativa precisam entender o significado exato de cada entidade ou informação em uma página. Palavras ambíguas, nomes genéricos ou contextos múltiplos dificultam essa compreensão.
Dados estruturados, como os implementados com schema.org, fornecem um formato explícito e padronizado que descreve o que determinado conteúdo representa — e não apenas como ele aparece visualmente na página.
Exemplos práticos de desambiguação com dados estruturados
| Cenário | Sem dados estruturados | Com dados estruturados |
|---|---|---|
| A palavra “Apple” | Pode ser fruta ou empresa | O @type: Organization, name: Apple Inc. esclarece que se trata da empresa |
| Um nome como “Carlos Silva” | Pode ser autor, médico, advogado etc. | O @type: Person com jobTitle: Dermatologista e worksFor: Clínica XYZ elimina ambiguidades |
| Um artigo no blog | Pode parecer uma opinião genérica | Article, headline, author e datePublished identificam o conteúdo editorial e seus metadados; não certificam confiabilidade |
| Um produto chamado “Galaxy” | Pode ser sobre astronomia ou celular | Product e brand: Samsung identificam que “Galaxy” é um produto da marca, reduzindo a ambiguidade |
Para saber qual é a melhor maneira de utilizar dados estruturados no seu site, acesse as diretrizes gerais para o uso de dados estruturados do Google.
Sitemap
Um sitemap lista as URLs canônicas que o site deseja apresentar aos mecanismos de busca e ajuda na descoberta, especialmente em sites grandes ou com páginas pouco conectadas.
Enviar o arquivo pelo Google Search Console é uma boa prática, mas o sitemap funciona como uma dica: não garante rastreamento, indexação, velocidade de indexação nem ranking. Mantenha apenas URLs canônicas, indexáveis e que realmente deveriam aparecer na Busca.
Robots.txt
O arquivo robots.txt controla o rastreamento de caminhos por crawlers compatíveis. Ele não é um mecanismo confiável para impedir indexação: uma URL bloqueada ainda pode aparecer nos resultados sem que o Google tenha rastreado seu conteúdo.
Para impedir que uma página apareça na Busca, use noindex em uma página que o crawler possa acessar ou proteja o conteúdo por autenticação, conforme o caso. Use robots.txt para administrar acesso de rastreamento, não como substituto de noindex.
Mobile First Index
O Mobile First Index mudou completamente a forma como o Google olha para os sites. Agora, a versão mobile de uma página se torna a base para o que é indexado e ranqueado nos resultados de busca.
Isso quer dizer que é crucial ter um site responsivo, que carregue rápido e ofereça uma ótima experiência em smartphones e tablets.
A experiência do usuário em dispositivos móveis ganha destaque com essa atualização. Para estar bem posicionado, seu site precisa ser projetado primeiro para mobile. Layouts adaptáveis, imagens otimizadas e textos legíveis em telas menores são aspectos que não podem ser ignorados.
Canonicals
A tag canonical indica a URL preferida entre versões duplicadas ou muito semelhantes. Ela é um sinal de consolidação, não uma ordem absoluta de indexação. Veja a documentação do Google sobre canonicals.
Imagine que, ao buscar por [smartphones] no campo de busca de um e-commerce, o seu usuário começou a filtrar os resultados para refinar sua pesquisa. Ele selecionou a visualização de produtos disponíveis para retirada, das marcas Samsung e Apple e somente abaixo de R$ 2.000,00.
Após todos estes filtros, uma nova URL foi gerada, repleta de parâmetros como aqueles que explicamos no tópico de URLs, mas que, afinal, também direciona o seu usuário para a sua página de smartphones.
Caso essa URL seja compartilhada, ou receba um backlink, é importante dizer ao crawler que a URL original da sua página de categoria é aquela primeira URL de smartphones, limpa de filtros e parâmetros.
Para comunicar isso aos robôs, utilizamos as tags canonical.
Revise as canonicals para evitar sinais conflitantes, consolidação na URL errada e desperdício de rastreamento. Conteúdo duplicado não implica penalidade automática, mas pode levar o buscador a escolher outra versão canônica.
Vamos listar, agora, outros pontos fundamentais em SEO Técnico:
- URLs amigáveis: garanta URLs que correspondam aos critérios de qualidade e evite erros (404, 30X, etc);
- Title e meta description: indique bons títulos e descrições nos códigos das suas páginas;
- Heading tags: hierarquize o seu conteúdo para que o Google possa compreendê-lo mais profundamente;
- Sitemap.xml: inclua as URLs canônicas e indexáveis que deveriam aparecer na Busca e mantenha o arquivo atualizado;
- Indexação: se uma página não deve aparecer na Busca, use noindex em uma URL rastreável ou proteção por autenticação; use robots.txt apenas para controlar rastreamento;
- Core Web Vitals: invista pesado na sua velocidade de carregamento e obtenha boas notas nos seus Core Web Vitals:
- LCP (Largest Contentful Paint) abaixo de 2,5 segundos

Fonte: https://web.dev/articles/lcp?hl=pt-br
- CLS (Cumulated Layout Shift) abaixo de 0,1

Fonte: https://web.dev/articles/cls?hl=pt-br
- INP (Interaction to Next Paint) abaixo de 200 ms
Para informações mais profundas sobre Core Web Vitals, acesse nosso conteúdo sobre o tema.
Desafios de SEO
SEO é uma das disciplinas mais importantes do marketing orgânico, mas é também uma das mais desafiadoras. Não é só a questão de que os algoritmos dos mecanismos de busca estão em constante evolução e que concorrência é cada vez maior, mas há desafios técnicos com os quais constantemente vamos nos deparar. Veja abaixo alguns deles:
Conteúdo duplicado
Conteúdo duplicado ocorre quando o mesmo conteúdo, ou um conteúdo muito semelhante, pode ser acessado por URLs diferentes. O Google costuma agrupar essas versões e escolher uma URL canônica; por isso, a duplicação não gera perda ou penalidade automática. Use redirecionamentos para equivalentes substituídos, canonicals para versões legítimas e links internos consistentes para reforçar a preferência.
Existem duas formas principais de conteúdo duplicado: interno e externo. O conteúdo duplicado interno ocorre quando diferentes versões de uma mesma página são encontradas em diferentes URLs do mesmo site. Isso pode acontecer, por exemplo, quando o mesmo conteúdo é acessível por meio de URLs diferentes, como:
http://exemplo.com.br/pagina
http://www.exemplo.com.br/paginaPara evitar isso, é importante utilizar redirecionamentos 301 para direcionar todas as versões da página para uma única URL.
Quando outro site reproduz o conteúdo, avalie o contexto. Sindicação autorizada pode usar atribuição e canonical quando houver suporte; cópia não autorizada deve ser tratada caso a caso, com contato editorial ou mecanismos legais apropriados.
Além disso, é importante garantir que cada página do seu site tenha conteúdo original e exclusivo, evitando a duplicação de conteúdo em subdomínios e domínios diferentes.
SEO Black Hat
SEO Black Hat é uma prática considerada antiética que tem como objetivo manipular o algoritmo de busca para obter um posicionamento melhor nos resultados de pesquisa. Essas técnicas de otimização são geralmente consideradas contrárias às diretrizes dos mecanismos de busca, podendo resultar em penalidades, como a exclusão do índice de pesquisa, caso sejam descobertas.
Algumas técnicas de SEO Black Hat incluem:
- Uso excessivo de palavras-chave: repetir uma palavra-chave muitas vezes no conteúdo, meta tags, URLs, entre outros, na tentativa de aumentar o ranking para essa palavra-chave.
- Texto oculto ou invisível: colocar texto com palavras-chave em uma cor que corresponde ao fundo da página ou torná-lo invisível ao usuário, mas legível para os mecanismos de busca.
- Cloaking: exibir diferentes conteúdos para usuários e mecanismos de busca, com o objetivo de enganar os mecanismos de busca e obter um ranking melhor.
- Links de spam: criar links para um site em locais irrelevantes, como fóruns de discussão, comentários de blog, entre outros, com o objetivo de aumentar o número de backlinks.
- Páginas de entrada: criar várias páginas com conteúdo semelhante ou duplicado, mas com palavras-chave diferentes, com o objetivo de atrair tráfego e direcioná-lo para uma página principal.
- Cloaking de IP: apresentar conteúdo diferente com base no endereço IP do visitante, com o objetivo de obter um ranking melhor para as palavras-chave segmentadas por localização.
- Conteúdo automático: usar software para gerar conteúdo automaticamente, que geralmente é de baixa qualidade e duplicado, com o objetivo de obter mais conteúdo indexado pelos mecanismos de busca.
- Compra de links: pagar por links de outros sites com o objetivo de aumentar o número de backlinks.
- Rodapés de links: incluir muitos links irrelevantes no rodapé do site, com o objetivo de obter um grande número de backlinks.
- Texto oculto em imagens: incluir texto com palavras-chave dentro de uma imagem, com o objetivo de torná-lo invisível para os usuários, mas legível para os mecanismos de busca.
Essas técnicas são consideradas desleais e podem resultar em penalidades do Google, incluindo a exclusão do índice de busca.
Migração de sites e mudanças de URL: usando redirecionamentos
A migração de um site pode ser necessária por diversos motivos, como mudança de domínio ou reestruturação de conteúdo. No entanto, é importante tomar cuidado para que a migração não afete a classificação e o tráfego do site nos resultados de pesquisa. Uma das estratégias para minimizar esse impacto é o uso de redirecionamentos.
Os redirecionamentos são uma técnica importante em SEO, usados para transferir a autoridade e o tráfego de uma página para outra. Existem vários tipos de redirecionamentos, mas os dois mais comuns são:
- Redirecionamento 301: indica que a página foi movida permanentemente para uma nova URL e ajuda mecanismos de busca e usuários a encontrar o destino;
- Redirecionamento 302: indica uma mudança temporária e envia os visitantes ao destino enquanto a URL original continua sendo a referência pretendida.
Os redirecionamentos podem resolver vários problemas em SEO, como:
- Conteúdo duplicado: se você tiver duas páginas com o mesmo conteúdo, pode redirecionar uma delas para a outra para evitar que o Google as veja como conteúdo duplicado;
- Páginas removidas: se você tiver removido uma página do seu site, pode redirecionar os visitantes para a página mais relevante;
- Movendo para um novo domínio: se você estiver movendo seu site para um novo domínio, pode redirecionar o tráfego do domínio antigo para o novo.
Problemas comuns em redirecionamentos
No entanto, os redirecionamentos também podem causar problemas se não forem feitos corretamente. Alguns problemas comuns incluem:
- Redirecionamentos em cadeia: quando uma página é redirecionada para outra, que é redirecionada para outra e assim por diante. Isso pode fazer com que os visitantes do seu site tenham que esperar muito tempo para que a página seja carregada e pode também reduzir a classificação do seu site nos mecanismos de busca;
- Problemas de redirecionamento: destinos incorretos, loops, cadeias longas e respostas 4xx ou 5xx. O 404 indica página não encontrada; o 301 é um redirecionamento permanente, não um erro;
- Uso excessivo de redirecionamentos: o uso excessivo de redirecionamentos pode levar a tempos de carregamento mais lentos e pode confundir os visitantes do seu site.
Os redirecionamentos são uma técnica importante em SEO que pode resolver vários problemas, desde que sejam feitos corretamente. Certifique-se de que seus redirecionamentos estejam corretos e evite o uso excessivo de redirecionamentos em cadeia.
Sites inseguros são um risco
Além do protocolo, mantenha certificados válidos, elimine conteúdo misto e proteja formulários, cookies e áreas autenticadas. Consulte também as orientações do Google sobre experiência de página.
A proteção atual usa TLS, sucessor do SSL. Para o usuário, ela aparece na URL iniciada por HTTPS e no estado de segurança exibido pelo navegador.
HTTPS protege os dados em trânsito, evita alertas no navegador e é uma expectativa básica de segurança. Também é um sinal leve nos sistemas de ranking, mas não garante posições.
SEO e Inteligência Artificial
A Inteligência Artificial transformou o mundo do SEO. Mecanismos de busca como o Google agora utilizam essa tecnologia para entender melhor o comportamento dos usuários e a intenção por trás de cada pesquisa.
Isso significa que os algoritmos podem oferecer resultados mais precisos e personalizados. As técnicas de otimização para mecanismos de busca devem se adaptar a essas mudanças para manter sites bem posicionados.
Além disso, diversos sistemas de IA têm se tornado mecanismos de resposta ou estão integrados a experiências de busca, como é o caso do Gemini, do próprio Google, Perplexity e Busca do ChatGPT, para citar alguns.
Ferramentas de SEO também começaram a usar Inteligência Artificial para ajudar especialistas a analisar grandes volumes de dados rapidamente. Essa análise fornece insights valiosos que podem melhorar estratégias de otimização.
Desde o entendimento de padrões de tráfego até a identificação das melhores palavras-chave, a Inteligência Artificial está se tornando um recurso indispensável para quem trabalha com SEO.
Os profissionais da área precisam estar atualizados com esses avanços para garantir que suas estratégias sejam efetivas. Com a IA em jogo, otimizações feitas hoje podem ter um impacto duradouro na visibilidade online e no sucesso no ranking dos buscadores.
Isso cria um cenário onde a constante inovação e aprendizado são essenciais para o sucesso no mundo digital.
Veja também nossas Tendências de Marketing.
AI Overviews
Uma das mudanças mais recentes foi a presença da AI Overviews nas páginas de resultados do Google.
Os AI Overviews são a funcionalidade baseada em inteligência artificial generativa que o Google começou a integrar diretamente nos resultados de busca, muitas vezes antes de qualquer link orgânico tradicional.
Essa camada funciona como um resumo gerado por modelos de linguagem (LLMs), que analisam e combinam conteúdos da web para entregar uma resposta direta à intenção do usuário.
Para entender melhor como esse recurso funciona, vale conferir o estudo global do Ahrefs sobre os impactos iniciais da AI Overviews, que analisa como marcas estão sendo citadas, ou ignoradas, por essa nova camada de resultados.
AI Mode
O Modo IA é uma experiência própria de busca conversacional. O recurso está disponível em português do Brasil desde 8 de setembro de 2025 e complementa, sem substituir, os resultados tradicionais.
Abaixo, um vídeo do próprio Google ilustra como o Modo IA funciona:
Como o AI Mode funciona
O AI Mode transforma a experiência de busca em algo mais parecido com uma conversa guiada por inteligência artificial.
Em vez de apenas mostrar uma lista de links, o Google quebra a sua pergunta em partes menores, procura respostas em várias fontes diferentes e constrói uma resposta personalizada e direta, que aparece na tela como se estivesse sendo dita por um assistente.
O Modo IA está disponível em português no Brasil desde setembro de 2025. Para aparecer em AI Overviews e no Modo IA, o Google não exige marcação especial: continuam valendo os fundamentos de rastreamento, indexação, conteúdo útil, experiência e políticas da Busca.
GEO: Generative Engine Optimization
Com o crescimento exponencial das inteligências artificiais conversacionais como ChatGPT, Claude, Gemini e Perplexity, surge uma nova disciplina complementar ao SEO tradicional: o GEO (Generative Engine Optimization).
O GEO é a prática de otimizar conteúdos e marcas para aparecerem nas respostas geradas por IAs generativas. Diferentemente dos motores de busca tradicionais que apresentam listas de links, esses sistemas processam informações de múltiplas fontes para fornecer respostas diretas e contextualizadas.
Por que GEO é importante agora?
O uso de interfaces conversacionais ampliou a jornada de busca, mas previsões antigas não devem ser apresentadas como resultados observados. Para o Google, AEO e GEO continuam apoiados nos fundamentos de SEO; outras plataformas têm produtos, crawlers e regras próprias.
Enquanto o SEO tradicional otimiza para algoritmos que ranqueiam páginas web, o GEO foca na citação e menção de conteúdos nas sínteses textuais produzidas por Large Language Models.
Como trabalhar visibilidade em respostas de IA:
- Responda à intenção com clareza e permita que afirmações importantes sejam verificadas;
- Acrescente experiência, dados, comparações ou ferramentas que não sejam uma simples síntese do que já existe;
- Use fontes adequadas, links internos úteis e estrutura técnica compreensível;
- Monitore citações, menções de marca, referrals e resultados de negócio por plataforma;
- Trate estudos experimentais e percentuais de ganho dentro de seu método e suas limitações, nunca como uma receita universal.
Em 2026, o Google começou a disponibilizar para um subconjunto de sites um relatório de desempenho de IA generativa no Search Console, com dados de AI Overviews e Modo IA. O AI Traffic da Conversion pode complementar essa visão ao explicar referrals de outras plataformas; a comparação deve deixar claras cobertura, atribuição e limitações de cada fonte. O Google também mantém um guia para experiências de busca com IA.
O futuro híbrido
GEO não substitui o SEO tradicional, mas o complementa. Fundamentos técnicos como HTML bem estruturado, conteúdo de qualidade e autoridade temática mantêm relevância completa no novo paradigma.
A oportunidade atual oferece vantagem aos early adopters, especialmente no mercado brasileiro, onde a competição por visibilidade em respostas de IA ainda apresenta menor intensidade que o SEO tradicional.
Para empresas que buscam preparar-se para essa transição, é essencial entender que o futuro será uma orquestração de buscas – presença estratégica em todos os canais onde houver pesquisas, desde o Google tradicional até as IAs conversacionais.
Especialidades de SEO
O SEO é uma área com diversas especialidades, que funcionam para diferentes propósitos, como veremos a seguir.
SEO para E-commerce
O SEO para E-commerce é uma importante estratégia para lojas virtuais que desejam aumentar sua visibilidade e atrair mais tráfego orgânico para seus sites. Para isso, é necessário entender as particularidades do comércio eletrônico e utilizar técnicas específicas para otimizar as páginas de produtos e categorias.
Algumas das técnicas de SEO para E-commerce incluem a otimização de títulos e descrições de produtos, a criação de URLs amigáveis, a utilização de palavras-chave relevantes, a otimização de imagens e a melhoria da velocidade de carregamento do site. Além disso, é importante investir em estratégias de link building e marketing de conteúdo para atrair mais visitantes e aumentar a autoridade do seu domínio.
SEO Internacional
O SEO Internacional ajuda a conectar pessoas às versões adequadas de um site por idioma ou região. A anotação hreflang relaciona URLs equivalentes e ajuda o Google a servir a versão apropriada; ela não é uma “propriedade do Google” nem um sinal do tema em que a empresa é especialista.
Hreflang complementa, mas não substitui, URLs rastreáveis, conteúdo localizado, canonicals coerentes e uma arquitetura internacional bem definida.
SEO Local
O SEO Local otimiza a visibilidade do seu negócio nas pesquisas geográficas, garantindo que clientes próximos o encontrem com facilidade; mergulhe conosco nesse universo e descubra como dominar as buscas locais!
Palavras-chave locais
Palavras-chave locais são cruciais para alcançar quem busca por serviços ou produtos em sua área. Imagine que você tem uma padaria em São Paulo e quer que as pessoas do bairro a encontrem online.
Você vai precisar entender o que as pessoas digitam quando procuram padarias, pães artesanais ou bolos na região. Isso ajuda a alinhar páginas e perfil local às necessidades reais do público.
Entender o comportamento de busca de pessoas em uma região abre portas para sua estratégia de marketing digital. Usar palavras-chave como “padaria em Pinheiros” ou “bolo de aniversário na Vila Madalena” ajuda a destacar seu estabelecimento nas pesquisas específicas.
Isso não só melhora sua visibilidade online, mas também aumenta suas chances de venda, já que pessoas da região terão mais facilidade em encontrar seu negócio.
Além disso, ferramentas como o Perfil da Empresa no Google são aliadas poderosas. Elas permitem que você otimize sua listagem local com as palavras-chave certas, o que melhora ainda mais seu ranking nos resultados de busca.
Perfil da Empresa no Google
Perfil da Empresa no Google é uma ferramenta gratuita do Google que ajuda a gerenciar como sua empresa aparece nos serviços do Google, como a Pesquisa Google e o Maps. Ao usar essa plataforma, você pode criar um perfil para sua empresa, onde é possível incluir informações importantes como endereço, horários de funcionamento, fotos e até mesmo atualizações sobre produtos e serviços.
Isso facilita para que clientes encontrem e escolham sua empresa localmente.
Para melhorar o SEO local, é essencial otimizar seu perfil no Perfil da Empresa no Google. Aumente suas chances de ser descoberto por potenciais clientes adicionando detalhes precisos e atualizados, respondendo a avaliações e publicando novidades regularmente.
Preencha o perfil com informações precisas e atuais. Segundo a documentação pública do Google, os resultados locais se baseiam principalmente em relevância, distância e destaque; não há promessa de ganho por inserir palavras-chave artificialmente na descrição.
Técnicas e Estratégias de SEO
Estratégia de SEO é o conjunto de ações e técnicas utilizadas para melhorar o posicionamento do seu site nos motores de busca, como o Google. É um processo contínuo de otimização que envolve diversos aspectos, desde a qualidade do conteúdo até a estrutura do site. Nesta seção, vamos abordar as principais estratégias de SEO incluindo Content Pruning, Topic Clusters e SEO para E-commerce.
SEO Topic Clusters
Topic Clusters é uma estratégia de SEO que visa organizar o conteúdo de um site de forma estratégica, seguindo uma estrutura que desperte a curiosidade do usuário e melhorando a semântica do site. É uma maneira de organizar as páginas da estratégia de marketing de conteúdo de um site usando uma arquitetura de site mais limpa e orientada.
A estratégia consiste em criar grupos de conteúdo, chamados clusters, em torno de um conteúdo pilar, chamado Pillar Post. O Pillar Post é um post longo, mas que oferece uma grande notoriedade para a página, tornando-a conhecida pelas publicações completas sobre determinado assunto.
Para utilizar a estratégia de Topic Clusters de forma efetiva, é indispensável compreender as intenções de busca do usuário e correspondê-las para conseguir boas posições na SERP (Search Engine Results Page). Para isso, é importante mapear o conteúdo, desenvolver a página pilar, criar conteúdo relevante que seja instrutivo baseado nos clusters, fazer linkagem interna, fazer link building ou Digital PR, divulgar sua página nas redes sociais e ter em mente que SEO é um trabalho constante.
A estratégia de Topic Clusters pode gerar tráfego orgânico, melhorar a organização de páginas com autoridade, gerar conteúdos mais completos e relevantes, gerar leads qualificados, ganhar autoridade por parte do domínio e impulsionar o ranqueamento das páginas.
Autoridade de Tópico (Topical Authority)
Topical Authority é o que faz com que seu site seja visto como especialista em um tema. Sites com boa autoridade em um tópico mostram que têm conhecimento aprofundado e podem gerar respostas confiáveis. Para chegar a esse nível, é preciso trabalhar duro na criação de conteúdos realmente úteis para os usuários.
Construir uma Topical Authority forte pode significar a diferença entre aparecer no topo dos resultados de busca ou não sair das últimas posições. O Google e os demais buscadores dão prioridade para sites que demonstram ter conhecimento mais aprofundado sobre um tema.
Os motores de busca buscam oferecer aos usuários as respostas mais precisas e informativas para suas perguntas. Quando seu site é reconhecido como autoridade em um assunto, ele ganha posições mais elevadas nos SERPs (search engine results pages), o que direciona mais visitantes para suas páginas.
Ganho de informação (Information Gain)
Ganho de informação (Information Gain) é uma boa pergunta editorial: o que o leitor aprende aqui que não encontraria nos outros resultados? Patentes e discussões da indústria descrevem formas de estimar novidade, mas o Google não oferece um “Information Gain Score” público nem confirma como ou com que peso uma métrica desse tipo seria usada no ranking.
Use o conceito como heurística. Prefira dados próprios, testes, ferramentas funcionais, casos com método, comparações reais e conclusões que mostrem limites. Neste guia, Page Score, AI Traffic, a ferramenta de retenção e os casos da Conversion podem gerar ganho de informação real — desde que expliquem fonte, período, amostra, cálculo e o que o resultado não permite concluir.
Content Pruning
O Content Pruning é uma estratégia de SEO que tem como objetivo revisar e remover ou atualizar conteúdos antigos de um site. Essa estratégia visa melhorar a qualidade do conteúdo oferecido aos usuários, proporcionando uma melhor experiência de navegação e evitando que páginas irrelevantes consumam o crawl budget dos crawlers. Além disso, o Content Pruning ajuda a reavaliar a missão da marca e a produção e veiculação dos conteúdos.
Para definir de forma efetiva quais conteúdos permanecerão, é preciso analisar diferentes fatores, como a relevância do assunto abordado, a qualidade textual e a necessidade de atualização das informações. Em seguida, é importante identificar as páginas com baixo ou nenhum tráfego e as que recebem backlinks, para analisar com cautela a qualidade textual e a autoridade do conteúdo. Em alguns casos, pode ser necessário remover o conteúdo por completo, enquanto em outros, é possível atualizá-lo ou combiná-lo com outros textos.
Content pruning não é uma receita universal nem uma exigência de uma atualização específica. Remover conteúdo apenas para o site parecer mais “fresco” não ajuda. Decida página a página com base em utilidade, sobreposição, demanda, manutenção, backlinks e possibilidade de atualização ou consolidação. Preserve a URL quando ela ainda resolve uma intenção e possui sinais acumulados.
SEO e a experiência do usuário (UX/UI)
A experiência do usuário, conhecida como UX, é parte essencial de uma página útil. Sites rápidos, acessíveis e fáceis de navegar ajudam as pessoas a concluir tarefas e podem contribuir para o desempenho geral, mas não garantem melhores posições.
Para manter os usuários satisfeitos, é essencial que as páginas carreguem rapidamente e funcionem bem em qualquer dispositivo, especialmente em smartphones.
Técnicas de SEO On-Page como a otimização de títulos, descrições meta e imagens ajudam na criação de páginas atrativas e informativas. Oferecer uma resposta clara e direta à busca do usuário melhora a experiência na página, o que é fundamental para transformar visitantes em clientes fiéis.
Além disso, garantir que o conteúdo seja facilmente consumido por leitores de tela e esteja adaptado para todos os usuários demonstra uma preocupação genuína com a acessibilidade.
Os Core Web Vitals do Google são indicadores-chave para medir a saúde de um website do ponto de vista do usuário. Eles avaliam a rapidez no carregamento, a interatividade e a estabilidade visual das páginas, sendo uma ação importante de SEO Técnico.
Essas métricas ajudam a avaliar aspectos da experiência real. Os Core Web Vitals participam dos sistemas do Google, mas não existe um único sinal de experiência nem garantia de ranking; relevância e utilidade continuam fundamentais.
SEO para Branding
Investir em SEO para Branding amplia descoberta, familiaridade e demanda de marca ao longo do tempo. Uma presença orgânica consistente pode reforçar reputação e preferência, mas mecanismos de busca não transferem autoridade automaticamente: os resultados dependem de relevância, reputação e experiência.
As empresas que investem em SEO para Branding conseguem obter mais visibilidade, tráfego e autoridade para sua marca, o que ajuda a aumentar a fidelidade dos clientes e a atrair novos consumidores. Além disso, o SEO permite que as empresas se comuniquem de forma mais eficaz com seu público-alvo, criando conteúdo relevante e atraente que ajuda a construir a imagem da marca e a fortalecer sua presença online.
Ao investir nessa estratégia, as empresas podem obter uma vantagem competitiva sobre seus concorrentes e se tornar líderes em seu setor. É uma estratégia de longo prazo que requer tempo e esforço para ser implementada, mas que pode gerar resultados significativos para as empresas que a adotam.
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Plataformas e Mídias para fazer SEO
Há quem acredite que o SEO é apenas uma forma de posicionar sites dentro dos buscadores como Google, por exemplo. Apesar da maior parte do foco ser de fato dentro dessas plataformas, o SEO também pode ser utilizado para melhorar o ranqueamento de conteúdos em diferentes mídias e aplicativos.
App Store Optimization (ASO)
ASO (App Store Optimization) é a prática de otimizar um aplicativo para que ele apareça mais facilmente nas lojas de aplicativos, como a App Store e a Google Play Store. Existem várias estratégias para melhorar o posicionamento de um aplicativo, incluindo a escolha da categoria correta, análise da concorrência, aumento do número de downloads, avaliações positivas e redução do número de desinstalações.
Um dos fatores mais importantes para o sucesso de um aplicativo é o número de downloads. Quanto mais downloads um aplicativo tiver, maior será sua visibilidade nas lojas de aplicativos. Os aplicativos mais baixados também tendem a aparecer em primeiro lugar nos resultados de pesquisa, o que pode influenciar a decisão do usuário. No entanto, é importante manter uma baixa taxa de desinstalação, pois o número de desinstalações também é um fator crucial na determinação do posicionamento de um aplicativo.
A avaliação dos usuários pode influenciar a visibilidade e a decisão de instalação. Busque uma boa nota de forma contínua, responda ao feedback e corrija problemas recorrentes; não existe um limiar universal que garanta posicionamento.
SEO para Vídeos
SEO para vídeo reúne técnicas para tornar vídeos compreensíveis e encontráveis. Use títulos e descrições claros, escolha tags relevantes quando a plataforma as utilizar, publique legendas e transcrições e acompanhe métricas como impressões, cliques, retenção e tempo de visualização.
Para alcançar resultados ainda melhores, é importante utilizar técnicas avançadas de otimização de vídeo, pesquisa de palavras-chave e ferramentas de análise de concorrentes. É fundamental, além disso tudo, integrar o SEO de vídeos com outras estratégias de marketing digital, como o marketing de conteúdo, o marketing de mídia social e o marketing por e-mail.
Ferramentas de SEO
É claro que as métricas acima não podem ser acessadas ou calculadas manualmente, e para conseguir avaliar os resultados da implementação da sua estratégia de SEO você precisará se munir de um arsenal de ferramentas que o ajudarão a comprovar os seus resultados através de gráficos e relatórios.
O próprio Google disponibiliza diversas ferramentas gratuitas para análises de SEO, mas o mercado também não fica atrás e existe, hoje, um ferramental extraordinário à disposição de qualquer agência ou profissional.
Como sabemos que nem todos começam faturando valores expressivos, listaremos ferramentas pagas e também gratuitas, oferecendo opções para todos os tipos de profissionais que nos acompanham.
Vamos à lista?
1. Google Search Console
O Google Search Console traz dados sobre consultas, impressões, cliques, posição, indexação e problemas técnicos observados pelo Google. É a principal fonte gratuita para acompanhar o desempenho do site na Pesquisa Google.
2. Google Analytics
O Google Analytics 4 ajuda a analisar aquisição, comportamento, eventos e conversões dentro do site.
Use o GA4 para entender sessões, engajamento, jornadas e resultados de negócio. Para consultas, impressões e cliques da Pesquisa Google, use o Search Console e, quando fizer sentido, conecte as duas fontes.
3. Google PageSpeed Insights
O Google PageSpeed Insights é a ferramenta gratuita do Google para análise da velocidade de carregamento do seu site e é nela que você pode descobrir quais são as suas notas nos Core Web Vitals.
4. Teste de pesquisa aprimorada (dados estruturados)
Essa singela ferramenta gratuita do Google oferece ao usuário a possibilidade de testar a validade dos seus dados estruturados, um dos aspectos mais importantes de otimização de um site.
5. Semrush
O Semrush é uma ferramenta paga com pesquisa de palavras-chave, estimativas competitivas, análise de backlinks, auditoria e acompanhamento de posições.
6. Ahrefs
O Ahrefs é uma ferramenta paga de pesquisa e análise de SEO, conhecida especialmente pelo índice e pelos relatórios de backlinks.
7. Screaming Frog
O Screaming Frog SEO Spider rastreia sites e ajuda a extrair dados para auditorias técnicas. Há versões gratuita e paga.
8. Microsoft Clarity
O Microsoft Clarity oferece mapas de calor, gravações e indicadores de comportamento para apoiar análises de experiência do usuário.
9. SERP Simulator
O Google SERP Simulator, da Mangools, é uma ferramenta gratuita super prática na hora de desenvolver titles e meta descriptions. Ela mostra em uma visualização super real como o seu snippet ficaria na SERP e ainda limita o número de caracteres escritos para que você não os exceda.
10. Siteliner
O Siteliner oferece um relatório simplificado mas muito eficiente na hora de fazer uma análise rápida. Há versões pagas e gratuitas.
11. Google Trends
O Google Trends é uma ferramenta extremamente valiosa para SEO (Search Engine Optimization), oferecendo insights únicos sobre as tendências de pesquisa na web. Uma de suas principais importâncias reside na capacidade de identificar palavras-chave e tópicos emergentes em tempo real, o que permite aos profissionais de SEO ajustar suas estratégias de conteúdo e otimização de acordo com o interesse atual do público. Ao entender quais termos estão ganhando popularidade, é possível criar conteúdos mais relevantes e oportunos, aumentando a probabilidade de atrair tráfego orgânico e melhorar o ranking nos motores de busca.
Além disso, o Google Trends oferece a capacidade de analisar o interesse por tópicos em diferentes regiões geográficas e períodos de tempo, o que é crucial para campanhas de SEO localizadas ou sazonais. Por exemplo, um profissional de SEO pode usar a ferramenta para identificar palavras-chave populares em uma região específica durante um período específico, como feriados ou eventos locais, e incorporar essas palavras-chave em seu conteúdo e estratégias de backlink.
Resultados, análises e mensurações
Quanta coisa, não é mesmo?
Por fim chegamos ao nosso tópico de resultados e mensurações. Depois de tantos assuntos abordados, é claro que pensar em como fazer a análise de tudo isso parece um bicho de sete cabeças, mas mostramos a você que não é.
Como medir
O mais comum é pensar em medir posições em SEO, e embora elas ajudem no diagnóstico, podem variar por consulta, local, dispositivo e recursos da SERP. A medição de SEO deve conectar quatro camadas:
- Negócio: receita, leads qualificados, pipeline, CAC, ROI e conversões atribuídas ou assistidas pelo orgânico;
- Demanda e visibilidade: impressões, cliques, CTR, consultas relevantes e presença de marca;
- Qualidade da visita: conversão por landing page, avanço na jornada e sinais de engajamento interpretados no contexto da página;
- Saúde técnica: indexação, erros de rastreamento, renderização e Core Web Vitals.
Taxa de rejeição, tempo na página e retenção podem apoiar diagnósticos, mas não devem ser apresentados isoladamente como fatores de ranking confirmados. Domain Authority e Page Authority são métricas de ferramentas de terceiros, não métricas do Google.
Para mais detalhes, acesse nosso conteúdo sobre Métricas de SEO.
Cases de sucesso de SEO
Conheça nossos cases de sucesso e inspire-se para vencer seus concorrentes. Mais do que uma agência, somos o parceiro de negócios de empresas que buscam inovação e performance para estarem um passo à frente em seu mercado.
Conversion
Nós fazemos nosso próprio SEO!
Em um estudo histórico, contamos como alcançamos a primeira posição do Google para o termo “SEO”, um dos mais concorridos no país.

Mas uma palavra-chave apenas não gera resultado. É preciso posicionar milhares de palavras-chave para atingir um bom volume de tráfego, que foi o que conseguimos:
Como resultado, cerca de um terço dos leads vêm a partir de busca orgânica.
ViajaNet
ViajaNet se destacou no mundo do SEO, tornando-se um exemplo de sucesso para outros negócios online. Com o uso estratégico de técnicas de otimização para motores de busca, a empresa conseguiu posicionar seu site nas primeiras páginas dos resultados de pesquisa.
Isso resultou em um fluxo maior de visitantes interessados em serviços de viagens e turismo.
A estratégia da ViajaNet inclui a utilização das melhores práticas de SEO on page e SEO off page. Eles otimizaram títulos, descrições meta, tags de cabeçalho e URLs para ajudar os buscadores a entender melhor o conteúdo do site.
Além disso, trabalharam forte na construção de links confiáveis que apontassem para o seu domínio, melhorando assim a autoridade e relevância do site perante o Google.
O investimento em SEO técnico também foi crucial para o sucesso da ViajaNet. A empresa garantiu que seu site fosse rapidamente carregado em dispositivos móveis e que a experiência do usuário fosse excelente.
Com isso, não só melhoraram suas posições nos rankings, como também ofereceram aos usuários uma navegação mais eficiente e prazerosa.
Localiza
Localiza, uma plataforma líder em soluções de mobilidade, alcançou um crescimento significativo em sua presença online através de uma estratégia de SEO eficaz. Em parceria com a empresa Conversion, Localiza focou em três pilares: especialização, autoridade e credibilidade. Isso envolveu SEO técnico, melhoria da experiência do usuário, conteúdo de qualidade e construção de autoridade. Como resultado, houve um aumento impressionante de 149% nos termos posicionados no top 3 do Google, e um crescimento de 73% no tráfego orgânico desde dezembro de 2020. O sucesso incluiu o primeiro lugar em termos de “aluguel de carros” em diversas cidades, alcançando recordes de cliques orgânicos.
Para mais detalhes, você pode acessar o artigo completo aqui.
Gran Cursos
O Gran Cursos Online, uma EdTech líder em cursos preparatórios para concursos públicos, alcançou a posição de maior site de educação no Brasil, impulsionado por uma estratégia eficaz de SEO em parceria com a Conversion. A empresa, já cliente da Conversion desde 2015, enfrentou o desafio de continuar crescendo após gerar 85 milhões de sessões orgânicas em 2021. Para isso, formaram um grupo de trabalho combinando a equipe interna do Gran com a Squad da Conversion. Os esforços resultaram em 102.755.148 sessões de busca em 2022, um crescimento de 21% nas sessões de busca orgânica e uma participação de busca orgânica de 43,14%.
Para mais detalhes, acesse o artigo completo aqui.
A história do SEO
A história do SEO remonta aos primeiros dias da internet, marcada por constantes mudanças e atualizações que refletem a evolução dos hábitos de busca e o aprimoramento dos algoritmos. Desde as técnicas mais rudimentares até as estratégias sofisticadas de hoje, entender seu passado é essencial para dominar as práticas atuais de otimização para motores de busca.
Como surgiu o SEO?
A origem exata do termo “Search Engine Optimization” é disputada e não há uma fonte primária única que sustente uma data definitiva. As práticas de tornar páginas encontráveis evoluíram junto com diretórios e mecanismos de busca durante a década de 1990.
Os criadores de sites perceberam que poderiam alterar seus conteúdos e estruturas para aparecer nos resultados dessas buscas.
Esses pioneiros entenderam o potencial do tráfego vindo dos mecanismos de busca e começaram a desenvolver estratégias para otimizar suas páginas. Usavam palavras-chave relevantes e criavam conteúdo para estar entre os primeiros colocados nas pesquisas e outros motores de busca.
A evolução do SEO até hoje
O SEO começou como um jeito simples. Naquela época, bastava adicionar palavras-chave aos conteúdos para aparecer nos resultados de busca. Mas com o passar dos anos, o jogo mudou.
Para fins conceituais, essa evolução pode ser compreendida em cinco eras: SEO 1.0, com foco em tecnologia; SEO 2.0, em backlinks e PageRank; SEO 3.0, em conteúdo e intenção de busca; SEO 4.0, em E-E-A-T e experiência do usuário; e SEO 5.0, marcado pela IA generativa e pela presença da marca em múltiplos canais.
Updates importantes do Google
Ao longo dos anos, o Google tem implementado diversas atualizações em seu algoritmo, cada uma com o propósito de aprimorar a experiência de busca e oferecer resultados mais relevantes aos usuários. Existem diferentes tipos de updates do Google, sendo que a plataforma só divulga os que causam mudanças mais significativas.
Dito isso, o próprio Google afirma que o seu algoritmo passa por alterações o tempo inteiro. Essas mudanças podem ter um impacto significativo nas estratégias de SEO e compreender cada uma delas é essencial para otimizar sites de maneira eficiente e manter-se competitivo no ranking de buscas.
É possível acompanhar o histórico de updates e conhecer as próximas mudanças na página do Google.
Florida (2003)
A atualização do algoritmo Florida marcou uma reviravolta no mundo do SEO em novembro de 2003. Com essa mudança, o Google começou a penalizar sites que exageravam na técnica conhecida como “keyword stuffing“, enchendo suas páginas de palavras-chave para tentar manipular os rankings dos motores de busca.
Esse momento foi um divisor de águas, transformando o jeito como os sites eram otimizados para aparecer nos resultados de pesquisa do Google. O Florida representou uma das primeiras grandes alterações feitas pelo mecanismo de busca e teve um efeito sísmico no setor.
Sites que não se adaptaram às novas diretrizes sofreram quedas significativas em sua visibilidade online, enquanto aqueles que adotaram métodos éticos e centrados no usuário ganharam terreno. A influência da atualização Florida permanece até hoje, ressaltando a importância de seguir as melhores práticas de SEO para manter a competitividade no meio digital.
Panda (2011)
Em 2011, o Google lançou a atualização Panda, com o intuito de melhorar a qualidade dos resultados em seu mecanismo de busca. Essa mudança impactou cerca de 12% das consultas, alterando significativamente a sua posição nos rankings de pesquisa.
Com o Panda, o Google queria diminuir a visibilidade de conteúdo de baixa qualidade e combater técnicas de SEO que não seguiam suas diretrizes.
Sites com excesso de publicidade, conteúdo duplicado ou doorway pages foram os mais penalizados pelo Panda. Proprietários de páginas web tiveram que focar mais em qualidade e relevância para recuperar ou melhorar seu posicionamento.
O impacto foi tão grande que muitos tiveram que mudar completamente suas estratégias de otimização para mecanismos de busca. O Panda marcou uma nova era no SEO, priorizando conteúdos genuínos e valorosos para os usuários. Desde essa atualização, seguir as melhores práticas de SEO tornou-se fundamental para obter sucesso nos rankings do Google.
Estratégias black hat e práticas enganosas passaram a ser altamente arriscadas, forçando os profissionais da área a se adaptarem às novas exigências.
Penguin (2012)
O Google lançou a atualização Penguin em 2012 com o objetivo de reduzir a manipulação nos resultados de busca. Essa mudança no algoritmo teve um impacto significativo sobre sites que utilizavam técnicas de SEO consideradas como spam.
Práticas como o excesso de otimização de palavras-chave e a criação de links artificiais para aumentar a classificação das páginas foram penalizadas. Sites que dependiam dessas estratégias de Black Hat SEO viram seu tráfego orgânico diminuir.
Com Penguin, o Google começou a enfatizar a importância da qualidade sobre a quantidade dos backlinks. Isso significava que os links deveriam vir de sites relevantes e confiáveis para serem valorizados pelo algoritmo.
A influência da atualização Penguin estendeu-se até o lançamento do Google Penguin 4.0, que aprimorou ainda mais os critérios para avaliação e penalização de táticas abusivas em SEO. As alterações impulsionaram uma maior transparência nas práticas de otimização e ajudaram a definir novos padrões para campanhas eficazes e éticas de SEO.
RankBrain (2015)
O RankBrain revolucionou a forma como o Google interpreta consultas dos usuários. Essa ferramenta de inteligência artificial analisa o contexto por trás das buscas para oferecer respostas mais precisas e relevantes.
Ela se aprofunda no significado das palavras e frases, entregando resultados que melhor correspondem à intenção de quem pesquisa.
Utilizando aprendizado de máquina, o algoritmo aprende continuamente com os padrões de busca, tornando-se cada vez mais eficiente na classificação e apresentação dos sites. Portanto, os profissionais de SEO devem otimizar os conteúdos levando em conta as nuances do RankBrain, garantindo assim que as páginas atendam às exigências desse sistema avançado e subam nas SERPs (search engine results page).
BERT (2019)
BERT representou uma mudança significativa na forma como o Google entende as consultas de pesquisa. Esta atualização, chamada de Bidirectional Encoder Representations from Transformers, começou a permitir que o motor de busca analisasse melhor o contexto completo de uma palavra em uma frase, ao invés de focar em cada palavra individualmente.
Isso significa que o Google agora é muito mais hábil em entender intenções complexas por trás das buscas e oferecer resultados mais precisos.
A introdução do BERT no algoritmo reforçou a necessidade de fazer conteúdo de qualidade e bem contextualizado. Os sites que focam em proporcionar respostas detalhadas e exatas para perguntas específicas ganharam uma vantagem nos resultados de pesquisa.
Para os profissionais de SEO e iniciantes, isso sinaliza um movimento em direção à criação de conteúdo autêntico que verdadeiramente atenda às necessidades dos usuários.
Aqueles que dominam o uso estratégico de palavras-chave sem sacrificar a usabilidade do texto estão se destacando na nova era do SEO pós-BERT.
Google MUM (2021)
O Google MUM (Multitask Unified Model) é um modelo capaz de compreender informações em diferentes idiomas e formatos. O Google documenta usos específicos do MUM, mas informa que ele não é empregado como sistema geral de classificação. Por isso, previsões antigas sobre aplicações futuras em áudio ou vídeo não devem ser tratadas como funcionalidades atuais.
Como acompanhar core updates
Core updates são mudanças amplas nos sistemas da Busca e não significam, por si só, que uma página recebeu uma penalidade. O Helpful Content System passou a integrar os sistemas centrais em março de 2024; atualizações de spam anunciadas no mesmo período são iniciativas diferentes.
Se o desempenho mudar durante uma atualização, espere a conclusão do rollout, compare períodos equivalentes e identifique quais páginas e consultas foram afetadas. Evite reescritas radicais baseadas apenas em uma oscilação de posição. Avalie se o conteúdo continua correto, útil, original e melhor que as alternativas.
O sistema de passage ranking ajuda o Google a entender se uma seção específica torna a página relevante para uma consulta; ele não cria indexação independente de cada passagem.
Acompanhe datas e status no Search Status Dashboard e consulte a documentação sobre core updates.
Glossário de SEO
| Termo | Descrição |
|---|---|
| SEO (Search Engine Optimization) | SEO é um conjunto de técnicas e estratégias para sites ficarem melhor posicionados nos buscadores, gerar reconhecimento de marca, aumentar o tráfego e converter mais |
| Palavra-chave (Keyword) | Termos ou frases usados para encontrar informações relevantes em motores de busca. |
| Backlink | Link de um site externo direcionado para o seu site, usado como um fator de ranking por motores de busca. |
| SERP (Search Engine Results Page) | Página de resultados exibida por um motor de busca após uma consulta. |
| PageRank | Algoritmo usado pelo Google para classificar páginas na web com base na qualidade e quantidade de links. |
| Meta tags | Tags HTML que fornecem informações sobre o conteúdo da página web para os motores de busca. |
| SEO On-Page | Otimização realizada diretamente na página web para melhorar o ranking. |
| SEO Off-Page | Otimização realizada fora da página web, como a criação de backlinks. |
| Indexação | Processo pelo qual os motores de busca coletam e armazenam informações sobre páginas web. |
| Crawling | Processo pelo qual os motores de busca descobrem novas páginas e atualizações em páginas existentes. |
| Algoritmo | Conjunto de regras e fórmulas que os motores de busca usam para determinar o ranking das páginas. |
| Link Building | Processo de conquistar novos backlinks para melhorar a autoridade e o ranking de um site. |
| Conteúdo Duplicado | Conteúdo que aparece em mais de um lugar na internet, o que pode afetar negativamente o SEO. |
| Texto Âncora (Anchor Text) | Texto visível de um hyperlink, importante para o SEO pois indica o conteúdo da página vinculada. |
| Black Hat SEO | Técnicas de SEO desaprovadas que podem resultar em penalizações pelos motores de busca. |
| White Hat SEO | Práticas de SEO alinhadas às diretrizes dos mecanismos de busca e focadas em valor para o usuário. |
| Sitemap | Arquivo que lista URLs relevantes, canônicas e indexáveis para ajudar os mecanismos de busca a descobri-las. |
| Keyword Stuffing | Prática de sobrecarregar uma página com palavras-chave para manipular o ranking, considerada uma técnica de Black Hat SEO. |
| Mobile Optimization | Otimização de websites para uma melhor experiência de navegação em dispositivos móveis. |
| SEO Local | Otimização de um site para aparecer em resultados de busca locais. |
| Page Speed | Desempenho de carregamento e resposta percebido pelo usuário; deve ser avaliado no contexto da experiência geral da página. |
| User Experience (UX) | Experiência geral do usuário ao interagir com o site, influenciando o SEO. |
| Canonical Tag | Tag usada para indicar a versão principal de páginas com conteúdo semelhante ou duplicado. |
| Domain Authority | Métrica de terceiros que estima potencial competitivo; não é uma pontuação do Google. |
| Rich Snippets | Formatos de exibição aprimorados nos resultados de busca, como avaliações por estrelas ou informações de receitas. |
| SEO Técnico | Aspectos técnicos do SEO, como estrutura do site e otimização de código. |
| Long-Tail Keywords | Palavras-chave mais longas e específicas, geralmente com menos concorrência e mais focadas. |
| Taxa de Rejeição (Bounce Rate) | Métrica analítica que indica sessões sem engajamento segundo a configuração da ferramenta; deve ser interpretada no contexto da página e não como fator de ranking oficial. |
| Hreflang Tag | Tag usada para indicar a linguagem e região geográfica do conteúdo de uma página. |
| Featured Snippet | Caixa destacada no topo dos resultados de busca, mostrando um resumo ou resposta direta a uma consulta de busca. |
Conclusão
Acreditamos que o futuro da internet passa pelo SEO e apostamos todas as nossas fichas neste que é um dos trabalhos mais complexos dentro do mercado digital. Acreditamos tanto em SEO que, em 2020, mudamos nosso posicionamento como empresa e passamos a focar exclusivamente em otimização de sites como modelo de negócio.
Além disso, temos a missão de ajudar a formar os profissionais do futuro, um compromisso que firmamos desde sempre com o mercado e nos esforçamos todos os dias para cumprir através da divulgação gratuita de material de qualidade sobre SEO: masterclasses, cursos, materiais de apoio, conteúdos diversos e, é claro, o nosso blog, o maior blog sobre SEO do Brasil!
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Esperamos que este conteúdo tenha sido útil na sua jornada e, para seguir se aprofundando em cada um dos temas abordados aqui, acesse os links disponibilizados ao longo do conteúdo e continue nos acompanhando.

Escrito por Diego Ivo
Diego é CEO da Conversion, agência líder em SEO e especializada em Search. Possui mais de uma década de experiência no mercado digital e é um dos principais experts no Brasil em SEO.